sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O que é Fibra Ótica e como funciona?

O que é Fibra Ótica e como funciona?

3868 comentário(s)Amanda Mata
Entenda o funcionamento da fibra ótica. Veja os tipos de fibra ótica existentes para transmitir dados em alta velocidade com consistência e sem interrupções é o que todos os “agentes da informação” desejam.
Com a explosiva evolução das comunicação, motivadas pela necessidade de aumento de capacidade de tráfego de voz, vídeo e dados de alta velocidade, constantemente nos deparamos com novos conceitos em tecnologias em termo de meios de transporte das informações. É nessa ideia que surge a fibra ótica, que garante nível elevado de fiabilidade a nível de transmissão de sinais e dados, voz e vídeo.
Cabos de fibra óptica estão substituindo fios de cobre para aumentar a velocidade de transmissão de informação digital. Estes cabos são feixes de “fios de vidro” extremamente puros que foram revestidas em duas camadas de plástico reflexivo. Uma fonte de luz é ligada e desligada rapidamente a uma extremidade do cabo de transmissão de dados digitais. A luz viaja através dos fios de vidro e de forma contínua reflete fora do interior dos revestimentos plásticos espelhados em um processo conhecido como reflexão total interna. Sistemas baseados em fibra óptica pode transmitir bilhões de bits de dados por segundo, e eles podem até mesmo levar vários sinais ao longo da mesma fibra usando lasers de cores diferentes. Esses cabos são tão finos quanto um fio de cabelo humano que carregam a informação digital ao longo de grandes distâncias.
A transmissão da luz pela fibra segue um princípio único, independentemente do material usado ou da aplicação: é lançado um feixe de luz numa extremidade da fibra e, pelas características óticas do meio (fibra), esse feixe percorre a fibra por meio de reflexões sucessivas. A fibra possui no mínimo duas camadas: o núcleo (filamento de vidro) e o revestimento (material eletricamente isolante).

Um pouco de história

Em 1870, o físico inglês Jonh Tyndall, demonstrou o princípio de guiamento de luz através de uma experiência muito simples, utilizando um recipiente furado com água, um balde e uma fonte de luz, Tyndall observou o feixe de água sairá iluminado através do furo do recipiente, assim tivemos o primeiro relato da transmissão de luz.
Uma comparação bem simples e divertida dessa experiência, que pode ser feita em casa é a do vídeo abaixo
Depois da descoberta do físico Jonh a fibra passou a ser usada quando surgiu o primeiro cabo submarino de fibra óptica intercontinental, começou a operar em 1988, e tinha capacidade para 40.000 conversas telefônicas simultâneas, usando tecnologia digital. Os cabos que cortam os oceanos do nosso planeta hoje tem a capacidade para 200 milhões de circuitos telefônicos. Tecnologias como WDM (CWDM e DWDM) fazem a multiplexação (transmitir várias comunicações diferentes ao mesmo tempo através de um único canal físico) de várias comprimentos de onda em um único pulso de luz chegando a taxas de transmissão de 1,6 Terabits por segundo em um único par de fibras. Sem esses cabos pelo oceano a fora, você não se comunicaria com pessoas de outro pa´s, continente, a sua comunicação seria restrita a uma área física muito pequena, em comparação ao alcance da fibra ótica.
Apenas em 1956 o físico Narinder Singh Kapany que fazia parte de uma equipe do laboratório Bell (USA), composta por ele e pelos doutores A.L. Schawlow e C.H. Townes, apresentaram os planos para a construção do primeiro laser a ser usado em sistemas de telecomunicação, melhorando gradativamente o que já era bom.

O que é Fibra Ótica?

Pense em um imenso canudo de refrigerante ou em um cano plástico flexível. Imagine, por exemplo, um cano excessivamente comprido. Agora, considere que a superfície interna desse cano foi revestida com um espelho perfeito e esse espelho foi feito de vidro extremamente puro, de modo que, mesmo que seja vários quilômetros de comprimento, a luz ainda pode atravessá-lo (imagine vidro tão transparente que, uma janela com esse vidro, de vários quilômetros de espessura, ainda parece claro, a luz atravessa com a maior nitidez possivel). Então, imagine que você está olhando em uma das pontas do cano. Há vários quilômetros de distância, na outra ponta, um amigo seu liga uma lanterna e reflete sua luz dentro do cano. Uma vez que o interior do cano é revestido de um espelho perfeito, a luz da lanterna refletirá na superfície do cano (mesmo que ele seja curvo ou distorcido) e você a verá na outra ponta. Se o seu amigo começar a ligar e desligar a lanterna à maneira do código Morse, ele conseguirá se comunicar com você por meio do cano. Essa é a essência do cabo de fibra ótica.
Mesmo confinada a um meio físico, a luz transmitida pela fibra óptica proporciona o alcance de taxas de transmissão (velocidades) elevadíssimas, da ordem de 109 à 1010 bits por segundo (cerca de 40Gbps), com baixa taxa de atenuação por quilômetro. Mas a velocidade de transmissão total possível ainda não foi alcançada pelas tecnologias existentes. Como a luz se propaga no interior de um meio físico, sofrendo ainda o fenômeno de reflexão, ela não consegue alcançar a velocidade de propagação no vácuo, que é de 300.000 km/segundo, sendo esta velocidade diminuída consideravelmente.
Para realizar a transmissão de dados em uma fibra ótica, é preciso utilizar equipamentos especiais que contenham um foto emissor, ou seja, um aparelho que possa transformar sinais elétricos em pulsos de luz. Assim os pulsos de luz passam a representarem valores digitais binários correspondentes aos dados.
A fibra ótica para a internet em usuários comum ainda é muito cara, porém se fosse acessível, você teria que trocar de computador, usar um computador com um processamento elevado para receber tais dados em alta velocidade.

Características

Hoje existem vários tipos de comunicações espalhadas pelo mundo, e para atendê-las a fibra ótica possui dois tipos principais de cabo: Monomodo e Multimodo.
O tipo Monomodo é usado para sinais de grandes distâncias, possui um manuseio difícil e exige muita técnica, além do seu custo elevado. Utilizado para comunicações com redes locais, o sistema Multimodo tem diâmetro maior e assim, é possível transitar mais de um sinal através de lasers e LEDs.
Assim como em todo produto existem pontos positivos e negativos, e situações benéficas para o uso desse ou daquele determinado produto ou serviço, a fibra ótica não foge dessa realidade. Veja algumas das vantagens e desvantagens dessa tecnologia:

Vantagens

  • Dimensões Reduzidas;
  • Capacidade para transportar grandes quantidades de informação (Um par de fibras ópticas, cujo diâmetro pode ser comparado com o de um fio de cabelo, pode transmitir 2.5 milhões ou mais de chamadas telefônicas ao mesmo tempo. Um cabo de cobre com a mesma capacidade teria um diâmetro da ordem de 6 m!);
  • Imunidade às interferências eletromagnéticas;
  • Matéria-prima muito abundante;
  • Segurança no sinal;
  • Facilidade na instalação;
  • Menos deterioração com o tempo comparando com os fios de cobre.

Desvantagens

  • Custo elevado;
  • Fragilidade das fibras óticas sem encapsulamento;
  • Dificuldade para ramificações (Uma rede ponto a ponto seria mais viável, caso contrário as conexões tipo “T” sofrem com perdas muito elevadas de dados);
  • Impossibilidade de alimentação remota dos repetidores;
  • Falta de padronização dos componentes ópticos.

Tipos de fibra ótica

As fibras ópticas podem ser basicamente de dois modos:

Monomodo:

  • Permite o uso de apenas um sinal de luz pela fibra;
  • Tem núcleo de 8 a 9 μm e casca de 125 μm;
  • Alcance limitado de 4km para cabeamento estruturado;
  • Dimensões menores que os outros tipos de fibras;
  • Maior banda passante por ter menor dispersão;
  • Utiliza comprimentos de ondas de 1.310 ou 1550 nm;
  • Geralmente é usado laser como fonte de geração de sinal.

Multimodo:

  • Tipo mais comum em cabeamentos primários inter e intra edifícios;
  • Tem núcleo de 50 ou 62,5 μm (equivale à milésima parte do milímetro) e casca de 125μm;
  • Permite o uso de fontes luminosas de baixa ocorrência tais como LEDs (mais baratas);
  • Alcance limitado de 2km para cabeamento estruturado;
  • Diâmetros grandes facilitam o acoplamento de fontes luminosas e requerem pouca precisão nos conectores;
  • Muito usado para curtas distâncias pelo preço e facilidade de implementação pois a longa distância tem muita perda.
E podendo ter características como:
OPGW: Função original dos cabos de para raio, exercer blindagem contra DA diretas nos condutores fase, além de suportar o feixe de FO.
ADSS: Função original dos cabos ADSS ou dielétricos, utilizar um cabo com características isolantes em pequenos lances, além de suportar o feixe de FO.

Diferença entre fibra ótica e par trançado

A principal diferença na comparação de um cabo de fibra ótica e um de par trançado é a velocidade da transferência das informações e a ausência de interferências eletromagnéticas. Existem pesquisadores e especialistas em transferência de dados que conseguiram enviar 100 Tb por segundo através de fibra óptica. O fator mais preocupante dos cabos de par trançado é a interferência eletromagnética, que em ambientes industriais são de grandes quantidades. Por fim, para os mais curiosos fica um vídeo mostrando como é feito a fibra ótica.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sistemas de Informação

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

 http://www.paginas.ucpel.tche.br/~loh/sist-inf.htm#_Toc176691719


Definição


            Um Sistema de Informação (SI) é um sistema cujo elemento principal é a informação. Seu objetivo é armazenar, tratar e fornecer informações de tal modo a apoiar as funções ou processos de uma organização.
Geralmente, um SI é composto de um sub-sistema social e de um sub-sistema automatizado. O primeiro inclui as pessoas, processos, informações e documentos. O segundo consiste dos meios automatizados (máquinas, computadores, redes de comunicação) que interligam os elementos do sub-sistema social.
Ao contrário do que muitos pensam, as pessoas (juntamente como os processos que executam e com as informações e documentos que manipulam) também fazem parte do SI. O SI é algo maior que um software, pois além de incluir o hardware e o software, também inclui os processos (e seus agentes) que são executados fora das máquinas.
Isto implica em que pessoas que não usam computadores também façam parte do sistema e, conseqüentemente, necessitem ser observadas e guiadas pelos processos de planejamento e análise de sistemas.
            O perigo de não se dar atenção ao aspecto social é que os sistemas automatizados (incluindo o software), não sejam eficazes ou não possam ser utilizados, apesar de estarem funcionando perfeitamente (pelo menos, em ambientes de teste).
            No ambiente real, os aspectos sociais interferem e muito no funcionamento do SI. Os processos podem ser modificados em razão de aspectos sociais não bem controlados. Por esta razão, é que existem muitos sistemas que após implantados acabam não sendo utilizados ou até mesmo trazendo prejuízos ou dificultando o trabalho nas organizações.
            Um exemplo de tal descuido aconteceu com um supermercado que gastou em torno de 200 mil dólares para informatizar seus caixas (check-out), com o intuito de eliminar as filas. Entretanto, após a implantação do sistema, o que se viu foi que as filas aumentaram. Apesar da rapidez com que os preços são contabilizados, alguns problemas de ordem social acabaram por prejudicar o serviço.
Entre tais problemas, observou-se: a difícil identificação do local onde está o código de barras (funcionário mal-treinado ou etiquetas mal-colocadas), problemas com a leitora ótica (exigindo passar várias vezes o produto para que o código fosse identificado ou mesmo digitá-lo), problemas na passagem do produto pela leitora do código (etiqueta com o código mal colocado, dobrado ou em lugar inacessível), demora no preenchimento de cheques, falta de empacotadores ou mesmo sacolas, etc.
            Assim, o Analista de Sistemas deverá também estudar e planejar o sub-sistema social de cada SI. Antigamente, esta era uma função somente do Analista de O&M. Entretanto, hoje em dia parte da função de O&M está sendo incorporada pelos Analistas de Sistemas, formados na área de Informática.
            É responsabilidade do Analista de Sistemas definir os objetivos do SI, as informações que o SI manipulará, os processos e pessoas que farão parte do SI, as máquinas que serão usadas nos processos e o inter-relacionamento entre os vários SI’s na organização.

1.1 Aplicações e Benefícios

- Produtividade
- Marketing
- Marketing de Precisão
Business Intelligence
- Inteligência Competitiva
- Gestão do Conhecimento (capital intelectual)

Modelagem

DFD estendido
exemplo para retirada de livros

Análise e reestruturação

mesmo exemplo
tempo, paralelismo, gargalos, onde investir
projeto ???

Tipos de SI’s


            A seguir, serão detalhados vários tipos de SI’s possíveis de serem utilizados em organizações. Os sistemas foram classificados de acordo com seus objetivos e tipos de informações que manipulam, mas nada impede que um mesmo SI, encontrado em alguma organização, esteja classificado em mais de um tipo.

4.1 Sistemas de Informação Rotineiros ou Transacionais (SIR’s, SIT’s, SPT’s)


            Os SI’s Rotineiros são os mais simples e os mais comuns nas organizações. Eles apoiam as funções operacionais da organização, aquelas realizadas no dia-a-dia. Por isto, são facilmente identificados no nível operacional da organização.
Geralmente, são os primeiros a serem implantados, apesar de esta não ser necessariamente uma regra. A razão é que são os mais fáceis e baratos de serem implementados (ou adquiridos), além de darem origem aos sistemas mais avançados (gerenciais e de apoio à decisão).
            Os Rotineiros têm por objetivo processar dados, isto é, fazer cálculos, armazenar e recuperar dados (consultas simples), ordenar e apresentar de forma simples dados para os usuários. Seu benefício principal é a agilização nas rotinas e tarefas, incluindo documentação rápida e eficiente, busca acelerada de informações e cálculos rápidos e precisos.
            Entretanto, outros benefícios podem ser conseguidos com este tipo de sistema, como por exemplo confiabilidade, redução de pessoal e custos e melhor comunicação (interna entre setores ou externa com clientes e fornecedores).
            Entre os Rotineiros, incluem-se: sistemas de cadastro em geral (inclusão, exclusão, alteração e consulta), como de clientes, produtos e fornecedores; os sistemas de contabilidade (contas a pagar e a receber, balanços, fluxo de caixa, etc); sistemas de vendas e distribuição (pedidos, entregas), folha de pagamento, controle de estoque.
            Dois casos especiais de SI’s Rotineiros são:
·      os sistemas de gestão empresarial (ERP): responsáveis por administrar, automatizar ou apoiar todos os processos de uma organização de forma integrada; e
·      os sistemas de automação comercial: que incluem apoio às vendas, estoque e contabilidade, com uso de terminais ponto-de-venda (PDV) e centrais automatizadas, como se vê em supermercados e lojas em geral.
            No mercado hoje existem inúmeros pacotes de software prontos (já implementados) para serem adquiridos, a preços bem acessíveis, o que pode ser mais vantajoso do que desenvolver o software por conta própria ou com terceiros. Entretanto, como qualquer software de prateleira, nem sempre estes pacotes são adequados aos processos da organização (cada organização pode ter pequenas diferenças no seu modo de trabalhar, mesmo sendo de um ramo que pouco se modifica). Assim, pacotes parametrizados que podem ser adaptados ao ambiente local são melhor vistos. A contrapartida disto, é que muitas vezes os pacotes são tão difíceis de serem ajustados, que se faz necessária uma equipe técnica experiente no pacote (uma espécie de consultoria) para realizar o trabalho extra.
            Para finalizar, os SIR’s aparecem na base da pirâmide administrativa (nível operacional).

4.2 Sistemas de Gestão Empresarial Integrada - ERP (Enterprise Resource Planning)

São sistemas que unem e integram os diversos sistemas rotineiros ou transacionais de uma organização. Permitem integrar os departamentos, de forma a agilizar processos e ainda gerar o Just-in-time(produção por demanda, sem estoques).
Por exemplo, quando uma venda é feita, a entrada é dada no sistema rotineiro de Vendas, mas o sistema de produção e o sistema de compras já ficam sabendo o que terão que fazer.


Parametrização e customização
Adaptação dos processos da empresa


4.3 Sistemas de Gestão de Suprimentos

Objetivo: controlar produtos, peças, matérias primas, materiais, composição, aquisição e fluxo de materiais por toda a cadeia produtiva.

Problemas comuns:
- comprar o que já existe em estoque
- comprar itens que estão faltando quando há similares ou compatíveis em estoque
- não saber de que fornecedor veio determinada peça, nem para onde foi (para que cliente)
- códigos de barra ou RFID em alfaces

Incluir Sistemas Component and Supplier Management:
classificação de itens
itens internos da empresa + bibliotecas de componentes + métodos de uso + fornecedores
inclui cadeia de suprimentos
recuperação de peças aprovadas, padrões e substitutos aceitáveis
relatórios de uso dos produtos (componentes) nos produtos
redução de 5 a 20% no custo de criação e manipulação de peças (Gartner Group)
estrutura de produto = bill of material
rastreamento de origem e de uso (destino)
RFID

Incluir
-  Sistemas de Controle de Supply Chain (Cadeia de Suprimentos)
- procura (procurement): localização de produtos e fornecedores, escolha de melhores fornecedores
- aquisição (purchase): cotação e processo de compra, recebimento
- previsão de vendas
- planejamento e controle de produção
- material handling
- inventário
- distribuição


4.4 Sistemas de Informações Gerenciais (SIG’s ou MIS – Management Information Systems)

Como o próprio nome diz, os SIG’s surgiram com o intuito de auxiliar gerentes em suas funções. Com o passar do tempo, este tipo de sistema acabou sendo usado por qualquer funcionário que tome decisões.
            O objetivo de um SIG é fornecer informações para a tomada de decisões, ou seja, são sistemas que fornecem relatórios. O usuário deve solicitar de alguma forma (escolha por menus, uso de comandos, etc) a informação que necessita, e o SIG procura em seus registros tal informação e a apresenta da melhor maneira possível ao usuário. Esta maneira pode ser textual (relatórios descritivos), por planilhas ou de modo gráfico. Este último caso é o preferido pelos administradores pois oferece mais informações em menor espaço (“uma figura vale por mil palavras”). O gráfico por ser tipo “pizza”, em “barras” ou por “linhas”.
            É importante que o relatório tenha o nível de detalhe adequado ao usuário: não pode ser muito detalhado ou extenso (senão o administrador terá que procurar a informação desejada), nem pode ser resumido demais (senão o relatório poderá omitir detalhes importantes para a tomada de decisão).
            Os SIG’s aparecem nos 3 níveis da pirâmide administrativa (estratégico, tático e operacional), sempre que houver alguma decisão sendo tomada.
            Um caso especial de SIG são os EIS (Executive Information Systems), que possibilitam diferentes visões dos dados de uma organização, através de operações tipo zoom. Por exemplo, numa empresa que fabrica produtos de beleza, pode-se ver a produção por filial ou por região ou então analisar em detalhe o desempenho de cada gerente de produção (zoom in). Por outro lado, pode-se verificar a produção por produto específico ou por categorias de produto.

4.5 Sistemas de Apoio à Decisão (SAD’s ou DSS – Decision Support Systems)

Um SAD recebe como entrada alternativas para solução de um problema e devolve as conseqüências para cada alternativa. Assim o administrador pode avaliar qual é a melhor alternativa. O SAD não decide qual é a melhor decisão, nem indica que alternativas existem.
A diferença para o SIG é que um SAD é interativo (usuário pode entrar com várias alternativas) e ainda avalia as alternativas através de técnicas de what-if (= e se eu fizer isto, o que acontecerá …), tais como projeção e regressão.

         Exemplo 1: qual o preço final de um produto

         Fórmulas:

            lucro = receitas – total_despesas
            receitas = quantidade vendida X preço final
            preço final = custo unitário X margem de lucro
            total_despesas = custo de produção + despesas gerais
            custo de produção = quantidade produzida X custo unitário

         Obsquantidade produzida = quantidade vendida

Valores variáveis e fixos

Entradas (alternativas)
Saídas (conseqüências)
Margem de lucro

Lucro

Preço final

Preço final e lucro

Preço final e quantidade

Preço final, lucro e quantidade


         Observações
        decisões semi-estruturadas
         é necessário ter um modelo
        dados estruturados
         ex: investimento na bolsa, qualidade do filme
        SAD genérico X específico
         Excel é ferramenta genérica, mas SAD criado é específico
        personalizado ao estilo de decisão de cada um
        SAD para várias pessoas (padronização das decisões)


4.6 Sistemas Especialistas

Objetivo: tomar decisões.

Formas de implementação:
procedural
- regras determinísticas e árvores de decisão
- regras probabilísticas
- regras heurísticas
- redes neurais
- CBR


4.7 Sistemas de Simulação

Objetivo: apoiar decisões como no SAD, mas tendo o fator tempo associado. Um SAD pode ser atemporal, mas os sistemas de simulação avaliam as conseqüências das decisões durante um certo período de tempo.

Exemplos:


Software Arena



4.8 Sistemas de Informações Distribuídas

Objetivo: gerenciar dados armazenados remotamente ou em pontos diferentes.

4.9 Sistemas de Automação

Objetivo: conectar computadores e máquinas.
Inclui automação comercial, industrial e residencial.

4.10 Sistemas de Informações Geográficas (GIS)

Objetivo: integrar mapas e bancos de dados mas permitindo o geoprocessamento de imagens (cálculo de distâncias, localizar entidades no mapa, identificar que entidade corresponde a certos objetos no mapa).

Os sistemas geográficos possuem como particularidade o armazenamento de entidades geográficas, contendo informações descritivas (como em bancos de dados) integradas com informações gráficas, sejam pictóricas ou espaciais. Além disto, existe a possibilidade de análise e manipulação espacial destes dados geo-referenciados.
Uma entidade geográfica é qualquer fenômeno do mundo real que possua atributos associados à sua localização sobre a superfície terrestre num certo instante ou intervalo de tempo. As características de uma entidade geográfica incluem sua descrição, sua localização geográfica e seu relacionamento com outras entidades.
            O armazenamento das informações geográficas ou espaciais se dá na forma de dados analógicos (imagens ou dados pictóricos) e/ou dados digitais (representações das imagens).
            A representação digital pode ser matricial ou vetorial.
            A primeira (matricial) divide a imagem em células de formato, geralmente, retangular, cuja posição é dada por coordenadas linha-coluna (quanto menor a célula, maior a resolução da imagem). Cada célula armazena um valor, e as entidades geográficas são associadas a grupos de células, dependendo da escala de representação utilizada.
            Por exemplo, um prédio hipotético no mapa de uma cidade seria localizado como o conjunto de pontos entre as linhas 3 e 4 e as colunas 7, 8 e 9.
            Já na representação vetorial, cada entidade é representada por um objeto com identificação própria e representação espacial do tipo ponto, linha ou polígono. A posição destes objetos espaciais é dada em relação a um sistema de coordenadas previamente especificado. É permitida a formação de objetos complexos em níveis (entidade formada por polígonos formados por linhas formadas por pontos). Também são permitidas representações em níveis (por exemplo, entidade pode ser ponto numa escala e polígono noutra).
            Por exemplo, o mesmo prédio sendo um retângulo com vértices A,B,C e D (sendo estes pontos na imagem).
            As consultas são feitas sobre as informações descritivas e com base nos relacionamentos entre os objetos espaciais (cálculos de área, distância, perímetro, análise de vizinhança, proximidade, cruzamentos, intersecções, pertinências, fronteiras, limites, sobreposição, adjacência, etc.). As operações dependem da escala utilizada, do tempo associado e do ponto de vista do usuário.
            Exemplos de consultas: qual a distância entre o prédio 1 e o prédio 10, qual o comprimento da rua X, que prédios ficam próximos da rua Y.

4.11 Sistemas de Hipertextos, Hipermídia e Multimídia

Objetivo: apresentações de informações, tipo catálogos e produtos ou para treinamento,.

4.12 Sistemas de Gestão Eletrônica de Documentos (GED)

Objetivo: armazenar e recuperar documentos, utilizando bancos de dados. A recuperação é feita por atributos do documento. Exemplo: encontre o contrato feito com a empresa XYZ no ano de 2002.

Vantagem: redução de papéis
Conseqüências:
- diminuição de custos diretos (ex: menos formulários)
- menos tempo para recuperar informações
- mais espaço disponível
- menos risco de incêndios

4.13 Sistemas de Informações Textuais (Indexação e Recuperação de Informações)

Objetivo: armazenar documentos textuais e recuperá-los por conteúdo (por palavras presentes no texto).

Implementação:

4.14 Sistemas de Workflow

Objetivo: permitir o planejamento e controle do fluxo de trabalho e o roteamento automático de documentos.
Problemas:
- demora: atividades manuais que não agregam, deslocamentos, esquecimentos
- não saber para onde encaminhar
- não saber o que fazer
- erros de encaminhamento
- falta de informações sobre status ou andamento
- perda de documentos

Funcionalidades:
- programação do fluxo (decisões, tempo de espera)
- alertas e lembretes
- status
rastreamento/localização
- documentos eletrônicos

4.15 Sistemas de Data Warehouse (Armazém de Dados)

Objetivo: agilizar tomada de decisões sem onerar bases transacionais.
Definição de Data Warehouseuma base centralizada contendo dados copiados de bases remotas e geralmente distribuídas.
O que são: uma base de dados centralizada (base OLAP) preenchida com dados copiados a partir de bases remotas e distribuídas (bases OLTP).

4.16 Sistemas de Database Marketing

Objetivo: armazenar informações sobre clientes, com objetivo de apoiar o marketing direto ou de precisão, além de permitir identificar perfis de clientes (para segmentação).

4.17 Sistemas de CRM (Customer Relationship Management)

Objetivo: armazenar informações sobre clientes, com objetivo de apoiar o marketing de relacionamento ou 1-to-1 (one-to-one).

4.18 Sistemas de Data Mining (Mineração de Dados ou Descoberta de Conhecimento)

Objetivo: encontrar padrões implícitos em bancos dados, geralmente usando técnicas estatísticas

4.19 Sistemas de Text Mining

Objetivo: encontrar padrões implícitos em textos, geralmente usando técnicas estatísticas

4.20 Sistemas de Web Mining

Objetivo: encontrar padrões no comportamento de usuários da web, geralmente usando técnicas estatísticas

4.21 Sistemas de Personalização e Recomendação

Objetivo: ofertar itens ou oferecer informações a clientes/usuários sem que estes solicitem

4.22 Sistemas de Groupware

Objetivo: apoiar trabalho em grupo (cooperação ou colaboração)

4.23 Sistemas de Intranet

Objetivo: apoiar trabalho em grupo utilizando tecnologias web

4.24 Sistemas de Extranet

Objetivo: criar uma conexão via Web entre dois pontos distantes (filiais ou empresa-parceiro)

4.25 Sistemas de Portais Corporativos

Objetivo: integrar todos os sistemas da empresa (Intranet, ERP, CRM, E-business, etc) num mesmo ponto de acesso. Este ponto é a Web (todos os sistemas têm a mesma cara “web” e podem ser acessados através de um login único).

4.26 Sistemas de E-business

Objetivo: fazer ou divulgar negócios na Web
e-procurement X market place, brochureware, catálogos
e-business, divulgação de produtos, serviços e informação, divulgação da empresa, mobile (commerceadverstising)

4.27 Sistemas de Comércio Eletrônico (e-commerce)

Caso especial de sistema de E-business onde há comércio (vendas).
comércio eletrônico, EDI, rede shopB2BB2C

4.28 Sistemas de Informações Pervasivos e Ubíquos

Objetivo: disponibilizar acesso computacional de modo invisível em todo lugar o tempo todo. Invisível no sentido de que o usuário não precisa se dar conta da tecnologia, ela pode estar embutida nos mais diversos dispositivos incluindo o computador pessoal, o PDA (Personal Digital Assistant), o celular, a própria roupa, qualquer acessório como o relógio ou óculos e até mesmo o nosso corpo. A computação ubíqua estende o conceito de computação pervasiva em direção à mobilidade, isto é, independente da nossa localização temos acesso aos mesmos recursos computacionais e serviços.
Um dos principais desafios da computação ubíqua são as aplicações contextuais que implicam na capacidade de ensinar computadores sobre o ambiente corrente e como reagir quando o seu usuário muda de um ambiente para outro. Como
exemplo, pode-se citar a ativação da opção de vibra call do celular quando seu usuário entra em uma sala de reunião ou conferência. Informações contextuais podem incluir não só a localização do usuário, mas também seu estado físico como temperatura e batimento cardiáco, seu estado emocional, histórico comportamental, entre outros.
Características dos sistemas pervasivos:
- heterogeneidade
- mobilidade (dispositivos, códigos, dados)
- disponibilidade
reconfiguração (hardware e software)
- adaptação,
- consciência de contexto
- monitoramento

ubiquo (ubiquitous) = Anywhere at any time
A computação pervasiva apresenta uma visão onde o usuário é capaz de utilizar o sistema computacional em qualquer momento e a partir de qualquer lugar.


4.29 Sistemas de Business Intelligence

Objetivo: encontrar melhores práticas (best practices) e problemas (más práticas)

4.30 Sistemas de Inteligência Competitiva

Objetivo: monitorar concorrentes (quem são os players, onde estão, o que estão oferecendo e como, estratégias, enfoques, novas tendências)

Ferramentas

4.31 Sistemas de Gestão do Conhecimento

Objetivo: armazenar e recuperar conhecimento (reuso)

Tipos de conhecimento: tácito e explícito
Formas de conversão entre os tipos de conhecimento: internalização, socialização, externalização/explicitaçãocombinação
importância: reuso, independência de pessoas, inovação (capital intelectual), encontrar
especialistas
desafios: como coletar, armazenar, tratar, recuperar ?
dados não-estruturados: multimídia, textos, tácito